Alexandre Sena Show #06 – Uma viagem a 1996

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No ar, o sexto episódio do Alexandre Sena Show! Você pode ouvir esta edição no player acima ou baixando o link no final deste post.

Esta edição é especial: faço aqui um revival do ano de 1996, um dos mais emblemáticos anos da última década do século passado. Relembro alguns fatos que marcaram o noticiário daquele ano. Entre eles, a morte dos Mamonas Assassinas (ouça trecho), a rebelião comandada por Leonardo Pareja em Goiás, o massacre de Eldorado dos Carajás (ouça trecho), a tragédia da hemodiálise em Pernambuco, a explosão do shopping em Osasco, o assassinato de PC Farias (ouça trecho), a Olimpíada de Atlanta, a reeleição de Bill Clinton nos EUA (ouça trecho), as primeiras eleições com urna eletrônica no Brasil e o acidente com o Fokker 100 da TAM, em São Paulo.

O episódio é pontuado por diversas músicas que tocavam nas rádios em 1996. Algumas das músicas executadas (não todas) você pode ouvir nesta playlist do Spotify.

Além disso, eu toco no programa a íntegra de alguns sucessos daquele ano: Pinga, com Pato Fu; A Feira, com O Rappa; Nem Um Dia, com Djavan; Garota Nacional, com Skank; A Namorada, com Carlinhos Brown; e Wonderwall, com Oasis.

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Baixe a íntegra deste episódio (formato MP3, 70,1 MB, 1h16m20s)

Sábado tem podcast!

Vai ao ar na noite deste sábado, 30 de abril, a edição 6 do Alexandre Sena Show, com um especial relembrando fatos do ano de 1996. Vai ser muito legal, não perca!

Periscope sobre o show 5

Periscope comentando os assuntos da edição 5 do Alexandre Sena Show. Infelizmente, mais uma vez o app cortou a parte final da gravação. A transmissão original teve quase 20 minutos, mas aqui assistiremos apenas 11 minutos.

Tchau, querida!

O que esperar de um gestor de temperamento difícil, que se indispõe com meio mundo, cria inimigos em tudo quanto é canto, age despoticamente, não ouve conselhos de assessores e nunca reconhece seus próprios erros?

Em qualquer empresa ou organização, esse tipo de líder só permanece no poder se for bom, mas muito bom de serviço. Ainda assim, certamente não vai ser das pessoas mais queridas e admiradas entre seus pares.

E quando além de cabeça-dura, é ruim de serviço? É lógico que uma pessoa assim não dura muito tempo no poder, até por questão de auto-sobrevivência da empresa ou organização. Maus gestores podem levar uma empresa à falência. Maus gestores com temperamento difícil podem, também, levar os colaboradores e subordinados à loucura.

É com essa analogia, aparentemente simplista, mas muito eficaz, que devemos analisar o ocaso de Dilma Rousseff. Não há por que nos prendermos a subjetivismos quanto ao temperamento peculiar da (ainda) mandatária do Planalto. Sejamos objetivos: o governo dela foi ruim. Uma administração ruinosa, que acabou com o legado positivo de 16 anos dos mandatos de FHC e Lula. E que acabou com a reputação deste último, que saiu do governo aclamado nacional e internacionalmente, mas hoje frequenta mais o noticiário policial do que o político.

Não há como deixar de creditar a Lula grande parte do engodo que foi a administração Rousseff. Foi ele, lá em 2010, que vendeu aos eleitores a imagem de “gerentona” competente daquela mulher que nunca disputou um cargo eletivo sequer. Cansados das mesmices eleitoreiras, boa parte da população embarcou na ideia da “novidade”: uma pessoa que nunca seguiu carreira política estaria supostamente descontaminada das mazelas éticas que permeiam o ambiente político. E o que era melhor: com o “carimbo Lula de qualidade”, num momento em que o então presidente surfava nos mais altos índices de popularidade.

Tecnicamente falando, Dilma Rousseff falhou justamente nas áreas que ela domina mais: além de economista, é especialista em gestão do setor elétrico. Uma série de decisões mal tomadas e um prognóstico errado quanto à queda no preço das commodities brasileiras, causada pela desaceleração da economia da China a partir de 2011, fizeram engrossar o caldo da crise. A equipe econômica de Dilma apostou que a debacle das commodities era passageira e danou a lançar medidas de estímulo ao consumo, com redução de taxas de juros e isenções diversas. Com um viés “desenvolvimentista” um tanto démodé, o governo Dilma se assemelhou muito ao do ex-presidente militar Ernesto Geisel, apostando em grandes obras tocadas pelo Estado como elemento propulsor do desenvolvimento econômico. Uma vez que a China não recuperou o ritmo de sua economia, causando uma desaceleração econômica em quase todo o mundo, as medidas adotadas no Brasil foram se tornando cada vez mais insustentáveis. Somaram-se a isso medidas populistas de contenção dos preços dos combustíveis e das tarifas de energia elétrica, entre 2012 e 2014, aumentando o déficit das finanças públicas. Por conta dessas irresponsabilidades, o país viria a pagar uma conta muito salgada a partir de 2015.

Com alta nos preços nos supermercados, aumento inesperado de tarifas públicas, obras de mobilidade urbana prometidas e não entregues, além dos já tradicionais escândalos de corrupção, a população explodiu em fúria às vésperas da Copa das Confederações, em 2013. Foi ali que o governo Dilma Rousseff começou a ruir, embora muitos analistas, por mais que se esforçassem, não conseguiram ter a percepção exata de até onde a crise de confiança da população no governo e nos políticos iria chegar. Quem seriam os alvos? A direita? A esquerda? Alguém se salvaria?

Politicamente, o erro capital do PT foi ter apostado num segundo mandato de Dilma Rousseff, mesmo com o governo capengando já nos dois últimos anos do primeiro mandato. Por mais que a crise econômica de 2015 viesse a explodir, com qualquer um que estivesse ocupando o Planalto, é inegável que um presidente com maior habilidade política conseguiria contornar as dificuldades, conversar com o Congresso Nacional e com diversos setores da sociedade, e buscar um pacto pela recuperação da economia. Foi tudo o que Dilma Rousseff não conseguiu fazer em seu curto segundo mandato, e o resultado concreto e personificado de seu insucesso negocial chama-se Eduardo Cunha.

O fator Lava-Jato também pesou para a derrocada do governo petista, embora muitos analistas acreditem que, se a economia estivesse bem, o maior escândalo de corrupção da Nova República teria pouco peso na opinião pública. Aconteceria algo semelhante ao auge do escândalo do Mensalão, em 2005, quando tudo fazia crer que Lula sucumbiria à desgraça pública. Os bons resultados da economia naquela década salvaram o ex-presidente da degola.

Em grande parte, Dilma colheu, merecidamente, o resultado do clima de animosidade herdado da eleição de 2014, onde o PT jogou muito sujo na campanha de desconstrução das imagens de Marina Silva e Aécio Neves, os principais adversários eleitorais de Dilma. Também houve decepção entre os próprios eleitores de Dilma, ao verem que boa parte das promessas da campanha da reeleição foram acintosamente descumpridas já nas primeiras semanas do segundo mandato. Enfim, Dilma conseguiu desagradar a muitos, em pouquíssimo tempo, e não era de se espantar que os movimentos de rua pedindo a sua saída crescessem de maneira tão orgânica, a partir do primeiro “panelaço” no já longínquo 8 de março de 2015.

Pessoalmente, eu não subestimo o poder de mobilização do PT e dos movimentos ligados à esquerda brasileira. Não haverá trégua ao governo Michel Temer e ainda há a possibilidade, remota, de o Senado inocentar Dilma Rousseff. Seria, talvez, a maior vitória da ex-guerrilheira, que sobreviveu às torturas no regime militar e que vive agora as torturas da política civil brasileira.

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Alexandre Sena Show #05 – Impeachment

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No ar, a quinta edição do Alexandre Sena Show! Você pode ouvir este episódio no player acima ou baixando o link no final deste post.

Chegamos à semana decisiva para a presidente Dilma Rousseff, com a deliberação sobre a admissibilidade do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados. Relembro os acontecimentos nos dias que precederam à votação e explico por que a piora na economia, e não as investigações da Lava-Jato, se tornou o principal vetor da queda do governo petista (ouça um trecho desse assunto no SoundCloud).

No Giro Pelos Podcasts, apresento trecho das edições mais recentes dos podcasts NBW, Plataforma Cast e Sabre na Noz.

Na parte musical, você curte três ritmos eletrônicos bem distintos: o trance de Chicane, com Fibergrass; o electro house de Galantis, com No Money; e o trap de Chainsmokers, com Roses.

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Baixe a íntegra deste episódio (formato MP3, 24,6 MB, 26m49s)

Nesta sexta tem podcast!

Vai ao ar nesta sexta-feira a edição 5 do Alexandre Sena Show. O tema, claro, é o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a expectativa com a votação na Câmara dos Deputados. Não percam!