Alexandre Sena Show #21 – Jornalismo e redes sociais

Seja muito bem-vindo à temporada 2017 do Alexandre Sena Show! Você pode ouvir este episódio de estreia no player acima ou baixando o link do arquivo no final deste post.

Começamos muito bem a temporada, com uma excelente entrevista que a jornalista Michelle Macedo (@mihmacedo) me concedeu após sua participação em um painel sobre jornalismo em redes sociais, realizado por uma faculdade particular de Brasília no início deste mês. Michelle fala das novas tendências do jornalismo em redes sociais — em especial as novas possibilidades de linguagem com vídeos curtos no Snapchat e Instagram Stories, na esteira do sucesso da snapchatter Thaynara OG. Também conversamos sobre o processo de produção jornalística nessa era digital; sobre a dificuldade que jornalistas mais antigos têm em se adaptar a essa nova realidade; e também sobre algumas questões éticas relativas ao jornalismo digital: o problema da checagem de notícias e a proliferação dos click-baits, as notícias caça-cliques com chamadas apelativas em redes sociais.

Ainda nesta edição, eu presto uma homenagem à motion designer Liana Lessa, a Lia, que faleceu muito jovem, aos 30 anos, no último Carnaval. Lia foi uma das minhas primeiras entrevistadas no meu podcast anterior, lançado em 2005, falando sobre sua experiência na Rádio Ralacoco, da Universidade de Brasília. Ela também participou dos encontros da Blogs DF, uma turma de blogueiros brasilienses que agitou o cenário dos blogs da capital do Brasil em 2008. Neste programa, você vai poder ouvir trechos das gravações que fiz com a Lia nessas ocasiões.

O quadro Giro pelos Podcasts continua nesta temporada, trazendo dicas de outros podcasts brasileiros para vocês conhecerem. Neste episódio, eu trago trechos do Leituracast, do As Gêmeas e Eu e do NerdópoleCast.

Na parte musical, eu trago o lançamento do Depeche Mode, Where’s the Revolution, e o sucesso do duo The Chainsmokers, Paris.

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Ouça na íntegra os temas incidentais desta temporada nesta playlist exclusiva no Spotify.

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Textão para pensar

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.

Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão. Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem?

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.

Por Ruth Manus

Poesia de Natal

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante
Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!
Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!

(Cora Coralina)

Mensagem pelos sírios em Aleppo

Textão circulando no Facebook…

Fale sobre Aleppo. Chore por eles como você chorou por Paris. Chore por eles como você chorou por Nova York. Fale sobre eles. Nosso silêncio está matando-os. São pessoas, PESSOAS. Eles não são importantes porque são árabes? Porque eles são sírios? Será que sua vida importa menos do que a vida de um francês ou um americano? Pessoas de Aleppo estão postando suas mensagens de despedida na internet como um massacre final sendo esperado para acontecer a qualquer momento em breve e estamos SILENCIOSOS. Ficamos em silêncio por mais de cinco anos. Algumas crianças em Aleppo não conhecem a vida sem guerra. Imagine viver em uma cidade de ruínas e ter que temer por sua vida a cada instante. Hospitais, igrejas, casas, restaurantes são bombardeados no cotidiano e centenas são mortos todos os dias. No entanto, estamos em silêncio. Lembre-se delas. Honre-os. Nós permitimos que um genocídio em massa acontecesse diante de nossos olhos por anos. A mídia fechou os olhos para isso. Este é um dos maiores genocídios desde o holocausto e o mundo está vendo as pessoas morrerem em silêncio. Não só morrendo mas também, sendo exterminados, retaliados e estuprados! Fale sobre Aleppo, por favor.

COPIE E COLE!!
#prayforAleppo 🙏🏼😔🇸🇾
Por: Hanan Amin Alkaram

Alexandre Sena Show #20 – Fim da temporada

placapodcast

Chegamos ao vigésimo episódio do Alexandre Sena Show, marcando o encerramento da temporada 2016 do podcast. Você pode ouvir este programa no player acima ou baixando o link do arquivo no final deste post.

Aproveitando o ensejo de fim de temporada, apresento nesta edição algumas reflexões pessoais sobre os desafios e dificuldades que enfrentei no meu retorno ao mundo dos podcasts neste ano.

Também comento rapidamente sobre a primeira delação premiada da Odebrecht, dentro das investigações da Operação Lava-Jato, colocando na berlinda diversos políticos importantes. Explico por que essa delação pode ser a pá de cal no governo Michel Temer e trazer consequências imprevisíveis para a sucessão presidencial.

Três “musicaços” fecham com chave de ouro esta temporada do Alexandre Sena Show: On Hold, com The xx; Starboy, com The Weeknd e Daft Punk; e Can’t Stop The Feeling, com Justin Timberlake.

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